Wednesday, August 03, 2011

Sobre o lexema 'malae' - 2

Conforme comentei no post anterior, Sobre o lexema 'malae' - 1
(http://easttimorlinguistics.blogspot.com/2011/08/sobre-o-lexema-malae-1.html),
reproduzo aqui o texto intitulado Malai! Malai! do blog Direto de Timor-Leste de autoria do Prof. Cesar Cavalcante. O post desse blog faz referências a diversas fontes bibliográficas a respeito da origem da palavra malae, principalmente em relação ao significado principal 'estrangeiro'.  

Malai! Malai!
Por Cesar Cavalcante

Uma das primeiras palavras que aprendi na língua tétum foi "Malae" ou  "Malai",  no português falado em Timor Leste. Sempre foi-me dito que "malai" significava estrangeiro, um parente próximo da expressão "Gringo" que utilizamos com frequência  no Brasil, quando nos referimos a um estrangeiro.

Fiquei muito curioso com a origem dessa palavra, já que segundo percebi, é uma das primeiras expressões que as crianças aprendem falar. Nós brincamos e dizemos que as crianças aprendem falar Malai antes de mamãe!

É muito comum um estrangeiro passar na rua e ouvir Malai bom dia, Malai para onde vai, Malai me dar um rebuçado (a nossa bala). Quando se trata de crianças, que sempre estão em grandes grupos, eu  sempre escuto, Malai, Malai, Malai... e elas só param de gritar quando eu olho e as cumprimento com um oi!!

Alguns colegas s acham que Malai é uma palavra pejorativa, que é uma forma dos timorenses dizerem que nós somos os estrangeiros. Eu sempre rebato e digo, como pode ser pejorativa uma palavra dita por uma criança, que às vezes nem sabe andar direito. Aí sempre escuto, ah foi o pai dela que ensinou.

Então resolvi "acabar" de vez com a discussão e procurei a origem dessa palavra.

Alguns timorenses me afirmaram que a palavra "Malai" tem origem na palavra  Malay, que pode designar a língua austranésia falada na Malaysia, Indonesia, Singapore, Brunei e Tailândia o Bahasa Melayu e suas variações, ou então os habitantes da Malaysia. A explicação para isso é que um dos primeiros estrangeiros a chegar na ilha de Timor Leste, foram os malasianos e por isso o uso do termo.

Já ouvi outra explicação para a palavra. Os primeiros estrangeiros que chegaram aqui em Timor Leste, traziam malas e os nativos nunca haviam visto malas e quando aprenderam o nome Mala, associaram Mala a Malai, ou seja aquele que carrega malas (estrangeiro).

Essas duas origens diferentes para a mesma palavra carecem de uma boa referência histórica, que eu não consegui encontrar.

Buscando em artigos científicos e em textos na internet encontrei as seguintes citações no site East Timor Studies de João Paulo Esperança:

 "A. Mendes Corrêa no seu "Timor Português" (1944) diz que "por malai entendem os indígenas de Timor os estranhos, os Malaios de outras ilhas, os Chinas, os negros de África, os Árabes, os Portugueses metropolitanos, os Holandeses, os Europeus em geral.  Os timorenses não se consideram Malaios, muito pelo contrário."

"Luís Thomaz num artigo de 1974, "Timor – Notas histórico-linguísticas", pág. 231, defende que: "Por sua vez o nome que os malaios dão a si mesmos – melayu – tornou-se em Timor, sob a forma malae sinónimo de "estrangeiro, pessoa de fora de Timor" - recordação do tempo em que os malaios eram os únicos estrangeiros que apareciam nas costas da ilha. Osório de Castro nota que em Maluco o termo melayu é usado com o mesmo sentido." Essa citação justifica a primeira origem da palavra que eu expus. 

Mas mesmo com essas duas citações, algumas pessoas acreditam que Malai e Melayu, tem significados e origens diferentes. 
Crianças timorenses
Foto do Blog da Missão Científica Botânica em Timor-Leste

Ainda com referência a pesquisa feita por João Paulo Esperança,   Aone van Engelenhoven e John Hajek dizem-nos No seu artigo "East Timor and the Southwest Moluccas: Language, Time and Connections" (2000), (pág. 121):

«A importante distinção entre os chamados `donos da terra' e `donos dos barcos' nas ilhas do Sudoeste das Molucas é não apenas crítica para as estruturas sociais na região, mas também um importante indicador histórico das relações com Timor no passado. Os ornusa ou clãs `donos da terra' eram os verdadeiros senhores da terra, que já viviam nas ilhas antes da chegada dos `donos dos barcos'. Há textos históricos que revelam que a chegada dos donos dos barcos foi despoletada pela destruição da sua `Ilha Mãe'. Esta destruição é tradicionalmente explicada como o castigo supremo por uma luta fratricida que era proibida. Os nomes usados nestas histórias fornecem pistas importantes sobre ligações com Timor. Qualquer coisa que inclua malai como elemento reverte para Timor – o que se vê por exemplo em Sairmalai, o nome timorense do herói letinense Slerleti. ((32 A palavra malai, apesar das aparências, não tem nada a ver com Malay (ing.) [ou malaio (port.)], uma malformação europeia de melayu.)) O resultado é que todos os heróis, e consequentemente também os clãs que deles descendem, são considerados como sendo de origem timorense. O segmento Malai (lit. `Timor') em muitos apelidos de família é altamente reverenciado devido à sua referência óbvia. Os exemplos incluem os apelidos Pelmalai `aliado timorense' na ilha de Nila, e Maranmalai na ilha de Léti.

Reuniões recentes entre famílias keienses e do Sudoeste das Molucas na Holanda revelaram como ambos os lados tinham em comum narrativas semelhantes sobre a destruição de uma terra ou continente no ocidente (centrado na área de Timor-Luang). As histórias dos clãs falam sobre barcos que navegavam para o oriente a partir de Lun-Let, o nome keiense para o continente que era Luang. Os mitos letinenses contam-nos sobre pessoas que navegavam para e de Timor, e sobre o estabelecimento de povoações de `donos de barcos' na costa de Malakitna-Malaliawna, o irmão mais novo (com malai `Timor' bastante evidente).
Ancião timorense
Foto de Celina Silva

As ligações entre comunidades em Timor-Leste e no Sudoeste das Molucas mantiveram-se mais directamente até tempos relativamente recentes. Alianças formais tradicionais, por exemplo, foram mantidas entre os governantes tradicionais de Kísar e Baucau até perto de meados deste século, mas acabaram por ser quebradas pelos portugueses. Também é verdade que laços de comércio tradicional foram mantidos até mais recentemente ainda, particularmente com comerciantes que falavam tétum de Leti e de Luang que se sabia visitarem Timor-Leste.» (A tradução do inglês é minha.)

Lendas na língua de Léti que mencionam esta ligação a Timor (Malai), e a sua análise antropológica e linguística, podem ser consultadas no livro de Aone van Engelenhoven "Leti, a language of Southwest Maluku" (2004), por exemplo nas págs 328, 329, 398.

Os dados destes autores relativos à antroponímia parecem ocorrer também entre os fatalucos da Ponta Leste de Timor, conheço uma moça de lá, de uma família "ratu" (da nobreza), cujo nome tradicional (o do knua, não o dos documentos nem o "nome de estima" de casa) é Jar Malai. Na segunda parte do "Léxico Fataluco-Português" do Padre Alfonso Nacher, publicado na revista do Instituto Nacional de Linguística (2004), na pág. 122 pode ver-se que nesta língua a palavra "malai" pode significar "estrangeiro" mas também "liurai" (rei).

Referências: http://groups.yahoo.com/group/east-timor-studies/message/3724


(Texto extraído do blog Direto de Timor-Leste e pode ser acessado e lido no original no seguinte link:
http://timorlorosaeceara.blogspot.com/2010/07/malai-malai.html)

Sobre o lexema 'malae' - 1

A palavra malae, variando com malai, amplamente usada Timor (na área linguística leste-timorense), possui como significado principal 'estrangeiro', ou de maneira pejorativa 'gringo', já que em situações formais caso o falante tetumófono deseja se referir a tal conceito se utiliza do composto rai liur. Atualmente, o lexema malae está limitado a grupos sociolinguísticos específicos, possuindo frequência maior entre a faixa etária mais nova (- 20 anos) e nos adultos a frequência alta está limitada a indivíduos com baixa escolaridade, já que usar malae para chamar alguma pessoa pode parecer uma atitude grosseira ou desrespeitosa.

Já a origem do lexema  malae é um tanto controverso, há duas teorias principais: uma que se baseia no relativo isolamento de Timor e seu contato predominante com indivíduos malaios, daí a referência a 'malaio' como estrangeiros em geral; outra argumenta a favor de que o lexema vem de malai nome dado a 'Timor' pelos nativos vizinhos e não possui ligação com malaio.

Assim, no próximo post, Sobre o lexema 'malae' - 2 (este post já está disponível para leitura no link
http://easttimorlinguistics.blogspot.com/2011/08/conforme-comentei-no-post-anterior.html),
eu reproduzirei o texto do prof. Cesar Cavalcante do blog Direto de Timor-Leste (Timor Lorosae Ceará), que se baseou na pesquisa feita por João Paulo Esperança. Até lá!  
  

Tuesday, August 02, 2011

Balibó, ou the Balibo Five

Balibó é um subdistrito leste-timorense localizado próximo à fronteira indonésia, cerca de 10 km, no distrito de Bobonaro. Este local ganhou fama mundial quando cinco jornalistas australianos foram executados (por isso o nome the Balibo Five), a 16 de outubro de 1975, ao tentar noticiar as atrocidades cometidas pelo exército indonésio que na época estava em vias de invadir Timor Português, antigo nome da atual República Democrática de Timor-Leste.

O filme homônimo, Balibo, lançado em 2009, foi produzido pela Arenafilm, produtora australiana, com Robert Connolly na direção e David Williamson como roteirista. O roteiro foi baseado no livro intitulado Cover-Up, de autoria de Jill Jolliffe, uma jornalista australiana que teve contato com os Balibo Five antes de partirem para Timor Português e foi ela também que divulgou a morte deles, que o exército indonésio objetivava encobrir. Há também um documentário feito pela jornalista para a TV australiana, canal ABC1, para o programa Foreign Correspondent. O filme conta com o ator Anthony LaPaglia no papel de Roger East, jornalista australiano que vai investigar o desaparecimento e suposta morte dos Balibo Five, e Oscar Isaac interpretando José Ramos Horta, atual presidente de Timor-Leste e ganhador do Nobel da Paz em 1996.Ainda, os cinco jornalistas australianos foram interpretados pelos seguintes atores: Damon Gameau como Greg Shackleton, Gyton Grantley como Gary Cunningham, Nathan Phillips como Malcolm Rennie, Mark Winter como Tony Stewart, e Thomas Wright como Brian Peters.

Recomendo a todos interessados que procurem ver este filme que mostra muito sobre a história e a cultura leste-timorense. Há em diversas cenas as belas paisagens de Timor Leste, vários diálogos em Tetun e o espectador vê vários costumes nativos que são mostrados, como alimentação, comportamento, enterro, e até a narração de contos da literatura tradicional. Assim como, também é retratado o sofrimento e as privações que o povo leste-timorense tem sofrido no decorrer de sua história. O filme é de fácil acesso tanto em lojas como na internet. Provavelmente, é o filme que possui Timor Leste como tema com maior circulação e divulgação a nível mundial. Abaixo encontra-se um trailer:


Segue também o link para a primeira parte do documentário Who killed the Balibo Five  produzido pela ABC Australia e distribuído pela Journeyman Pictures: http://youtu.be/J0GXaDjdaWM (as demais partes também são facilmente encontradas no Youtube). A incorporação deste vídeo foi desativada por solicitação, por este motivo deixo disponível somente o link. Este documentário, que data de 1998, apresenta as cenas reais da invasão, do massacre e dos próprios jornalistas australianos, e procura investigar o que realmente aconteceu com eles, juntamente com as várias questões políticas envolvidas em torno da Indonésia e Austrália e outras potências governamentais que estão por trás destes acontecimentos.  

Fica aqui a dica de dois filmes sobre Timor Leste para serem vistos pelos leitores deste blog, qualquer comentário sobre esses filmes serão bem-vindos... 

Wednesday, July 06, 2011

A ilha verde e vermelha de Timor


Um livro clássico sem igual sobre Timor é A Ilha Verde e Vermelha de Timor, escrito por Alberto Osório de Castro. Neto do antigo governador de Macau, Ten. cel. José Osório de Castro Cabral de Albuquerque, juiz de Dili (capital de Timor Português, atual Timor-Leste), Alberto Osório de Castro exerceu sua magistratura nas possessões portuguesa no início do século XX. Nascido em 1868, em Coimbra, veio falecer em Lisboa, no ano de 1946.

A Ilha Verde e Vermelha de Timor foi publicado primeiramente na revista Seara Nova, de 28 de Junho de 1928 (no. 123) a Junho 27 de 1929 (no. 167). Posteriormente, em 1943, os artigos foram publicados em forma de livro pela Agência Geral das Colónias (foto abaixo). Recentemente, em 1996, foi reeditado pela Cotovia (foto acima). 

O livro trata-se de um relato das viagens do autor desde sua saída da Europa até a chegada na ilha de Timor, passando por Macau, diversos pontos da Indonésia, entre outros, e acompanhando o Governador Cap. Eduardo Marques, em 1909. O destaque deste relato de viagem escrito pelo autor, é que ele demonstra um conhecimento enciclopédico a respeito do oriente, documentando e analisando junto ao leitor a flora, fauna, a cultura e as línguas leste-timorenses. Ainda, o autor muitas vezes ornamenta sua bem elaborada prosa narrativa e descritiva com alguns de seus poemas, escritos em homenagem às belezas leste-timorenses que o autor se deparou.
 
A repercussão atual deste trabalho é imensurável. Para qualquer pesquisador das ciências humanas que se interesse por Timor, a leitura da obra é indispensável. Na internet há um interessante relato no blog Retrovisor http://retrovisor.blogs.sapo.pt/11837.html de como esta obra foi importante para os estudos de botância, no blog Lusasias há a reprodução de uma poesia intitulada Tebedai, juntamente com notas explicativas do autor Osório de Castro sobre esta dança típica da cultura leste-timorense http://lusasias.blogspot.com/2010/01/tebedai.html, ainda há a reprodução de um breve comentário de J. P. Esperança sobre a obra, em seu artigo Um brevíssimo olhar sobre a literatura de Timor, e há também no Forum Haksesuk uma breve biografia, alguns poemas e notas explicativas, escrito por Dom Ximenes Belo. Esses são apenas alguns exemplos de recursos que podem ser encontrados on-line.

Na minha última leitura da obra, destaquei alguns pontos que achei importantes, assim como separei-os por tópicos, pois achei que isto auxiliaria posteriores consultas. Segue abaixo, então, enumerado de acordo com as páginas da edição de 1996, da Cotovia, alguns comentários à obra A Ilha Verde e Vermelha de Timor:

- Na (p.24) há referência à documentação organizada por Armando Pinto Correia, autor de Gentio de Timor. Uma delas menciona o apoio de Larantuka, Ilha de Flores, à rainha de Mena, em Lifau. Outra fala da invasão dos macassares;
- Na (p.25), podem ser encontrados comentários a respeito dos relatórios sobre usos e costumes timorenses de 1926 a 1933, que nunca foram publicados  (algum leitor sabe mais informações dessa documentação, se ela está disponível... onde...);
- Na (p.40), é possível encontrar informações sobre a dança leste-timorense, a fauna e os ornamentos. Seguindo o relato sobre os costumes tradicionais, nas (p.42-43) o autor fala mais sobre a dança leste-timorense, oferecendo informações também sobre os chineses em Timor e a cobra na sociedade leste-timorense (animal que desperta medo e é símbolo de maldade, coisas ruins etc.).
- Seguindo na leitura, é possível encontrar nas (p.44-45) informações sobre cavalos na ilha, como são os diferentes tipos de corda e (p.47) casas;
- Na (p.48) há curiosas informações da presença  holandesa em Liquiçá;
- Na (p.50), o autor fala da função social dos sacrifícios;
- Nas páginas seguintes há mais informações de natureza biológica e etnográfica. Nas (p.62-63) o autor aponta para a presença de flora distinta em Mahubo, fala também da organização das comitivas reais, dos cantos, dos escudos guerreiros, de mulheres com comportamentos diferentes e dos indivíduos "andróginos", em (p.70) há informações sobre os famosos corais leste-timorenses, em  (p.72) é reproduzida uma carta que fala sobre as riquezas de Timor; 
- A (p.74) traz informações sobre os firaku, a (p.78) mais sobre os chineses, as patologias contraídas na  ilha, a fauna nativa e novamente a presença chinesa (p.85);
-Nas próximas páginas encontram-se informações de natureza linguística: (p.91-93) o autor tenta classificar os reinos e as línguas, (p.94-95) o autor fala sobre o Crioulo Português de Bidau (CPB), (p.108) há informações sobre os portugueses em Jakarta, seguido pela hipótese de vestígios de língua portuguesa na insulíndia do autor, proposto por Gonçalves Viana (p.109) e em (p.110-111) Castro fala sobre o léxico português na Ásia;
- Osório de Castro retorna a falar dos costumes nativos: (p.119) discorre sobre as pedras sagradas e a oferenda aos deuses (p.123); (p.124) destaca os timorenses de tipo físico diferente: os ruivos e os de olho claro; (p.127-131) fala da importância da coruja, da pomba, da magia, da árvore mágica, de cobras, de macacos sagrados, totemismo, os terremotos, as almas e os feiticeiros; (p.133) origem da palavra maromak, (p.134-135) sobre feiticeiros e as armas; (p.136-140) guerreiros, ritual lorsa, instrumentos musicais, guerras, tréguas, e os heróis, ou guerreiros de elite, arrancadores de cabeças; (p.141) a importância social da  colheita; (p.143-144) as cerâmicas, pratos e artesanatos nativos; mais sobre as danças e os instrumentos musicais (p.147); o comportamento do timorense frente ao luto, a morte e o enterro (p.148-151); mais sobre  as mulheres e os chineses (p.153-155).
- A seguir, o autor coloca uma série de versos em pantun em várias línguas (p.157-160);
- E continua uma narrativa de cunho etnográfico com informações sobre os ritos de passagem e casamentos (p.161), o parto e a origem da palavra ai-dila que gerou o nome da capital Dili (p.167), (p.168) ato de mascar o betel, (p.170) ornamentos masculinos, (p.171) o funcionamento do sistema penal nativo, (p.173) o fogo e a culinária e a organização política nativa (p.190) nos pequenos reinos.
- Para finalizar, o autor fala das frutas nativas (p.204) e (p.208) comenta a obra Plantas úteis da Ilha de Timor, assim como as listas de Forbes e Gomes da Silva, juntamente com os livros de Boerlage e de Lanessan.

Monday, July 04, 2011

Língua e meio ambiente na literatura em língua oral Tetun

No mais recente volume da revista Language & Ecology, períódico on-line da lista de ecolinguística The Ecolinguistics List http://www.ecoling.net/#/articles/4563035324, pode ser encontrado disponível para download um artigo meu sobre que analisa reflexos do meio ambiente na língua. 

O artigo intitulado Língua e meio ambiente na literatura em língua oral em língua Tetun, Timor Leste, analisa alguns aspectos de como as limitações do meio ambiente leste-timorense se manifestam linguisticamente. Para delimitar a realização de tal análise, enfoco somente as manifestações do meio ambiente presentes em exemplares da literatura oral tradicional de língua Tetun. 


"O presente artigo faz uma abordagem ecolinguística  da língua Tetun, falada em diferentes regiões de Timor Leste. Procuro apresentar algumas relações entre língua e meio ambiente encontradas em diferentes variedades da literatura oral em língua Tetun.  Para tanto, far-se-ão breves palavras a respeito da literatura oral leste-timorense, seguidas por uma análise ecolinguística do Tetun".


Monday, June 27, 2011

The Tetum Language - Vídeos sobre a língua Tetun

Garimpando algumas coisas no YouTube, encontrei uma coletânea de vídeos intitulados The Tetum Language. Trata-se de uma série de vídeos (com os títulos sequencias The Tetum Language 2, Tetum 3 ...) onde um iniciante em Tetun acaba por ensinar o passo a passo da língua, baseado em dois livros didáticos escritos pelo linguista australiano Geoffrey Hull, são eles: Tetum Language Manual for East Timor e Mai ko'alia Tetun.

Os pontos positivos são: a iniciativa do autor em explicar didaticamente a língua Tetun em diversos vídeos, abordando diversos tópicos da gramática, conforme os vídeos e o conhecimento do expectador vão avançando; o material sobre o Tetun pode ser somado às demais fontes existentes, já que ainda há escassez de material sobre as línguas leste-timorenses. 

Os pontos negativos são: o autor do vídeo não é falante de Tetun, nem estudioso da língua, apenas estudou-a superficialmente para a exposição nos vídeos; para o público brasileiro que desconhece o inglês, o vídeo torna-se complicado, já que é narrado em inglês; o material usado pelo autor está ausente de conteúdo sonoro o que faz com que as aulas de Tetun do vídeo deixam a desejar em relação à fonética e fonologia, já que o autor também não é falante da língua, como foi dito.

Porém, mesmo com os pontos negativos, deixo aqui os vídeos em nosso blog para consulta, comentários, opiniões etc. Atualmente, estou com planos de iniciar um projeto semelhante para o próximo ano, que aborde a gramática das línguas leste-timorenses em diferentes vídeos, juntamente com outras questões linguísticas importantes, como o contato de línguas, filiação genética, gramaticalização, entre outros.

Os vídeos seguem a ordem numérica, conforme foram adicionados:  








Friday, June 17, 2011

A grammar of Makalero: A Papuan language of East Timor


Recentemente, foi defendida a tese de doutorado de Juliette Huber, que elaborou uma descrição gramatical do Makalero, língua papuásica leste-timorense, falada em Iliomar. A tese foi publicada pela LOT Publications e pode ser baixada pelo  link que segue:

Ainda, a autora elaborou um resumo de sua tese em Tetun, que ao meu ver é de importância fundamental ao cidadão leste-timorense que queira saber mais sobre as línguas nativas de seu país. Reproduzo abaixo o resumo de Huber:


Sumáriu-tetun

Gramátika lia-Makalero nian

Teze ida-ne’e deskreve gramátika lia-Makalero nian, dalen ida iha Timor-Leste hodi makdalen 6,500. Entre nasaun nia dalen 16 hotu, lia-Makalero hamutuk ho dalen seluk tolu klasifika nu’udár membru lia-lubun papua trans Giné-Foun nian. Teze ne’e nia deskrisaun gramatikál kona-ba dalen nia fonolojia, kategoria leksikál sira nomós sira-nia karakterístika, sintagma nominál no verbál sira, orasaun sira, fraze sira, tatemik, nomós elementu ida-idak ba nivél diskursu nian. 

§ 1 hato’o introdusaun badak ba dalen neé, ninia makdalen sira no sira-nia ambiente.

§ 2 diskuta lia-Makalero nia sistema són nian no fonolojia. Inventáriu konsoante nian fasil de’it hodi fonema indíjena sira /p, t, d, k, ʔ, m, n, l, f, s, r/. Fonema tatolan /ʔ/ iha alófone oklusivu [ʔ] no alófone frikativu [h]. Rua-ne’e temi mamar duni purke la bele rona di’adi’ak. Pois iha konsoante-empresta sia [g, ts, dz, ʧ, ʤ, ŋ, v] no [ z] hodi status fonémiku ne’ebe nakfila tuir idiosinkrátiku. Lia-Makalero nia vogál sira lima: /a, e, i, o, u/. Sira hotu iha variante badak no naruk. Variante naruk sira mosu iha kontestu hirak ne’ebe bele si’ik de’it: ida-uluk, vogal hanesan rua ne’ebe tuir maski oklusivu tatolan hees bele temi nu’udár vogál naruk; darua, iha morfema leksikál sira ne’ebe hodi sílabe ida de’it, núkleu vokál simples sira tenki naruk, datolu, prosesu resilabifikasaun nian ba vogál-nuduk hanaruk vogál sira. Morfema ida-idak hodi vogál naruk sira ne’ebe la bele si’ik; ida-ne’e fó-haree katak sira iha status fonémiku, maski la imortante duni. Makbesik [w] no [j] analiza tiha ona nu’udár alófone vogál aas sira nian bainhira uza nu’udár sílabe nia hahú, nu’udár núkleu kompleksu nia balun nomós nu’udár sílabe nia rohan. Sílabe nia estrutura toman de’it mak KV, maski KVK iha mós. Lia-Makalero lalika lubun-konsoante purke dala barak hatama vogál epentétiku atubele prevente. Baibain vogál-nuduk tau ba morfema nia konsoante finál iha liafuan-lubun fonolójiku nia rohan. Morfema leksikál ki’ik tebetebes presiza mora rua. Tanba ne’e morfema leksikál hodi sílabe ida de’it presiza vogál naruk ka ditongu nu’udár núkleu. Koda la afeta sílabe nia todan. Jeralmente asentu tau ba morfema nia mora darua husi rohan. Asentu maizumenus hametin ba trokeu, maski peskiza tán presiza ona.

§ 3 fó-hatene kona-ba kategoria leksikál sira ne’ebé la klaru purke morfema leksikál barak bele uza ba referénsia nomós ba predikasaun. Todavia prosesu derivasionál sira ne’ebe hatadak kategoria balu no leksema sira ne’ebé hodi arti oin-seluk tebes duni konforme sira-nia uza nu’udár verbu ka substantivu hatudu nafatin ba realdade distinsaun subestantivu-verbu nian. Atubele halo jeneralizasaun ba klase rua ne’e, ha’u uza karakterístika semantika ida: substantivu prototípiku ne’ebé uza nu’udár predikadu tradús nu’udár “mak x”. Dekontráriu, verbu ne’ebé hodi funsaun referensiál nia arti “x nia asaun”, “x nia produtu”, ‘instrumentu ka objetu x nian”. Substantivu sira habalu ba substantivu ne’ebe hodi karakterístika [+HUM] no substantivu ne’ebé hopdi karakterístika [-HUM]. [+HUM] marka an hodi sufiksu plurál, maibé [-HUM] normalmente lakohi sufiksu ne’e. Lubun espesiál substantivu [+HUM] nian mak terminolojia parentesku nian tanba hodi sufiksu plurál espesiál ne’ebé oin-seluk duni ho substantivu [+HUM] seluk sira nian. Substativu bele hatada mós hodi hateke se uza klasifikadór nominál ka lae. Pois iha lubun substantivu nian ne’ebe tenke marka ninia posesuidór; ida-ne’e mak termu parentesku nian nomós ‘hotu-hotu nia balun’. Maski konstrusaun espesiál laiha, substativu sira-ne’e bele klasifika nu’udár inalienavel. Hateke ba verbu, iha diferensa boot entre verbu estadu nian no verbu hahalok nian. Importante liu katak adverbu hau ‘hotu’ ne’ebé iha sintagma verbál (SV) laran, marka katak hahalok verbál hotu tiha ona, maibé hatudu ba grau aas kondisaun nian. Maioridade verbu sira nian mak divalente. Argumentu dahuluk ne’ebé liga an ba verbu nune’e mak sujeitu. Argumentu darua bele forma nu’udár objetu ka komplementu ne’ebé iha posisiaun diferente. Verbu nia minoridade ki’ikoan ne’ebé esprime konseitu temporál no modál analiza nu’udár avalente, nia arti mak laiha argumentu. Verbu nia lubun seluk mak verbu negative, verbu interogativu, numerál, verbu deitiku, kuantifikadór, verbu kondisaun físika no emosionál nomós verbu hodi estensaun orasaun nian. Depois iha verbu nia lubun boot ne’ebé marka ho prefiksu k- argumentu la-sijeitu nian. Ita fó-haree katak forma verbu ne’e nian tama ona reanalize ba forma independente no forma dependente ne’ebé uza de’it bainhira sirania posisaun komplementu  nian hatama tiha ona. Kategoria leksikál sira ne’ebé naktaka mak pronomen pesoál independente, pronomen reflesivu, pronomen resíproku, pronomen interogativu sira mu’a ‘sé (forma presa)’ no sa’a ‘sá’ (forma presa), nomós pronomen indefinitivu riparipa ‘kualkér’. Sira ne’e hotu bele uza adnominál no adverbiál. Klase determinadór nian kontein demonstrativu lima nomós ho’o ‘hirak’. Sufiksu plural, sufiksu honorífiku, sufiksu substantivu hahalok nian, sufiksu nominalisadór, marka relativa enklítika nomós marka atribuitiva proklítika mak morfema presu ne’ebé liga ba sintagma nominál. Sintagma verbál iha mak pesoa datolu objetu nia prefiksu k- naktemi iha leten, prefiksu negativu ni-, marka aspetuál hai nomós marka negativa nomo. Afinál iha mós variedade klítiku sira ba nivel sintagma nian. Sira-ne’e nia maioridade mak konjusaun sintagma nian ne’ebé enklítika an ba orasaun dahuluk iha série no hatudu ba orasaun tuir nia relasaun semántika.


§ 4 fó-hatene kona-ba sintagma nominal iha lia-Makalero. Sintagma posesivu hahuluk inan substantiva, maski dependente seluk sira (arti modfikadór sira no determinadór sira) tuir de’it. Modifikadór sira ne’ebé hodi marka atribuitiva klítika ki= iha modifikadór ne’ebé la marka nia sorin. Ne’ebé naktemi dahuluk fó kontraste ba referente atubele haketek ba referente posivel seluk konforme kualidade ne’ebé sira hatudu. Pois iha períodu relative auténtiku iha lia-Makalero. Mimia marka konsentra an ba orasaun relativa nia sujeitu, biar modfikadór ka lae. Bainhira la’ós modfikadór núkleu nominal bele marka tatutan. 

§ 5 fó-hatene barakliu kona-ba kompleksidade gramátika-Makalero iha sintagma verbal (SV). SV nia núkleu iha kotuk. Argumentu iha SV laran nia posisaun distinta rua mak ninia karakterístika boot. Ida-uluk ne’e, posisaun objetu nian, mak elementu iha SV nia sorin karuk loos. Marka sira aspetu no negasaun nian nomós adverbiu iha SV laran mak tuir. Posisaun darua, hodi naran pisisaun komplementu nian, tau iha verbu nia oin no hamutuk halo an nu’udár unidade morfosintáktika. Unidade ne’e lori forma haki’ik komplementu nian, ka forma presu verbu nian, ka rua hotu. Posisaun rua argumentu ne’e nian ekslui malu. Kualkér ida tama verbu nia posisaun mesak argument nian ne’ebé la’ós sujeitu. Maski posisaun objetu hetan de’it sintagma nominál (SN) ne’ebé refere ba pesoa kona (‘undergoer’), posisaun komplementu nian bele hetan konstituente nominál ka verbál. Komplementu nominál refere ba ‘undergoer’, fatin ka mira. Komplementu verbál ne’ebé SV kompletu moos, maski ninia verbu bele iha forma dependente karik, katak enjerál hatudu ba informasaun kona-ba fatin no maneira. Komplementu verbál sira uza mós atu halo kausativu, komparativu, modifikasaun modál sira, diresionalidade no seluseluk tán. Posisaun objetu nian no posisaun komplementu nian bele difere uitoan, liuliu hodi kazu ‘undergoer’ pronominál sira. Barakliu ida-ne’e trasu leksikál verbu nian mak determine se argumentu nominál sai objetu ka komplementu. Verbu divalente ida-idak bele hamutuk ho komplementu verbál ne’be refere ba fatin ka maneira, biar verbu sira ne’e iha semántika intransitive purke la bele hamutuk ho partisipante ‘undergoer’. Bainhiara posisaun komplementu nian kontein informasaun adverbial nune’e, verbu transitivu nia partisipante ‘undergoer’ la bele hela predikadu hamutuk, maibé tenke tama predikasaun seluk liuhosi verbu ‘kmaan’ mei ‘hetan’. Modifikadór verbal inklui marka aspetuál hai, ne’ebé hatudu hahú situasaun foun nian, negadór nomo, nomós variedade adverbiu sira nian iha SV laran ne’ebé analiza nu’udár subklase verbu tomak nian.


§ 6 diskuta liafuan nia tuir-ukun neutru mak SOV. Lia-makalero nia estrutura orasaun nian ríjida ho simu de’it to’o argumentu rua. Partisipante tán tenke fó-hatene iha orasaun seluk. Unidade sira, ne’ebé lori naran ‘períodu’, hatudu de’it ba akontesimentu ida, maibé bele kontein orasaun ida ka liu. 

§ 7 diskuta ne’e. Iha leten fó-hatene tiha ona katak períodu ne’ebe iha orasaun rua, maibé la hatudu ba akontesimu ditransitivu mak komplementu verbal ne’ebé hatudu ba maneira ka fatin. Períodu seluk ne’ebé iha orasaun barak mak predikadu adverbiál avalente sira, ne’ebé orasaun mesak, maibé la bele forma elukasaun rasik-an. Predikadu adverbial nune’e hatudu tempu, nosaun aspetuál sira, nomós modalidade epistémika. Modalidade deóntika hodi forma verbu modal seluseluk mós hodi forma frase, nu’udár verbu sira hateten nian hodi sira-nia estensaun orasaun nian nomós konstrusaun konativa hodi fera ‘koko’. Konesaun entre orasaun sira lalika marka, ka hodi marka ho klítiku ne’ebé konjuga orasaun. Karakterístika formál boot frase nian mak ‘posisaun ketak iha karuk’ (PKK, LDP) ne’ebé hela frase nia rohan karuk. Ida-ne’e bele hetan argumentu ne’ebé foti ba karuk, tópiku ne’ebé la’ós argumentu ka orasaun adverbiál. Frase sira bele sai deklarativa, interogativa, imperativa, esklamasaun nomós optativa.

§ 8 fó-hatene kona-ba elukasaun, ne’ebé hahú tuirfali silénsia ka entonasaun final (monu) nia kontoru ho ramata iha kontoru finál oinmai. Nune’e ida-ne’e bele iha unidade badak tebes barak, ne’ebé iha liafuan ida ka esklamasaun ida de’it, maibé bele iha diskursu nia trexu naruk-naruk ne’ebé hodi korrente naruk orasaun nian.Orasaun sira ne’e liga an liuhosi klítiku konjunsaun nian ne’ebé tau orasaun dahuluk iha série nia rohan kuana. Konjunsaun rua ne’ebé komún duni, =ini no =isi, iha arti luan tebes duni. =ini hatudu ba orasaun sira nia konesaun besik liu, maibé =isi luan tebes duni. =ini hatudu ba orasaun sira nia konesaun besik liu, maibé =isi hatudu ba konesaun namkore liu. Konjunsaun seluk sira hatudu ba adversatividade, konsesividade, kondisaun, komplesaun, alternativu sira, konsekénsia, uzu, ka diskursu ne’ebé fó. Rua ikusmai analiza nu’udár konjunsaun subordinativa, purke bele tau ba orasaun dahuluk ka ba sujeitu orasaun darua nian. Konjusaun seluk sira tau de’it nu’udár klítiku ba orasaun dahuluk. Konjusaun sira ne’e la fó-haree orasaun ne’ebé liga nia ierárkia sintáktika; nune’e sira-nia relasaun ierárkika posivel hela indeterminada. Konstrusaun subordinativa seluk mak frase relativa, ne’ebé iha padraun marka nian ne’ebé hanesan ho frase sira nian ne’ebé iha konjunsaun subordinativa sira. Komplementu SV nian mak estrutura subordinativu ne’ebé klaru maibé seluk duni. Ida-ne’e predikasaun kompleta ho modifikadór hanesan nu’udár orasaun independente nian. Maibé verbu bele uza forma dependente. Tipu datolu estrutura subordinatu nian mak argumentu orasaun no orasaun adverbial iha posisaun ketak iha karuk frase nian. Kazu problemátiku uitoan mak verbu hateten nian no verbu modál nomós sira-nia estensaun orasaun komplementária nian, purke komplementadór liga ho verbu hateten nian enkuantu estensaun orasaun komplementária nian tuir verbu hateten nian. Tipu konstrusaun ne’e nia origen hosi konstrusaun ida ne’ebé orasaun komplementária funsiona nu’udár argumentu verbu hateten nian. Nune’e estensaun orasaun komplementária bele haree nu’udár tipu konstrusaun subordinativa nian.



§ 9 fó-haree kestaun ida-idak iha nivel diskursu nian. Interpretasaun loos papél gramatikál sira nian susar liu tanba lia-Makalero laiha konjugasaun verbál ka marka kazu gramatikál nian no simu de’it partisipante tau ba karuk. Mais, iha instrumentu ida-idak ne’ebé tolun makronak iha ne’e. Indikadór importante atubele buka referénsia atravesde testu mak konjusaun orasaun nian =ini no =isi. Naktemi dahuluk enjerál kombina ho kontinuidade tópiku (ka sujeitu) nian, maski naktemi ikus kombina ho troka tópiku nian. Pronomen refleksivu ni mak buat gramatikál ida ne’ebé ajuda ho buka referénsia. Ida-ne’e hatudu koreferénsia partisipante sujeitu nian. Nune’e, SN hotu ne’ebé iha pronomen ne’e la bele sujeitu de’it. Marka kontrastiva =ini dezenvolve ona ba marka sujeitu nian ne’ebé uza ba klarifikasaun referénsia sujeitu nian iha períodu sira laho liafuan-ukun kanónika ka bainhira argumentu sujeitu nian kraik liu argumentu darua iha ierárkia topikál. Konstituente ne’ebé tau ba karuk bele sai tópiku ka foku. Foku barakliu iha LDP (PKK) bele naruk de’it no bele refere hodi pronomen. Nune’e konstituente ne’e nia naruk mak sai kestaun karik maibé la’ós ninia foku. Ne’e arti katak hodi tópiku mak funsaun prinsipál PKK nian. Iha konstrusaun esplísita foku nian ne’ebé iha orasaun ho posisaun ida mamuk ne’ebé orasaun hanesan ka besik hanesan ho posisaun nakonu tuir bá. Lia-Makalero pois iha marka klítika ka adverbiál ida-idak ne’ebé iha relasaun ho estrutura informasaun nian. Klítiku kontrastivu =ini mak importante liu no bele hetan ho partisipante topikál sira nomós partisipante fokál sira. Ida-ne’e estensaun konjusaun orasaun =ini karik no haketak agrumentu kontrastivu hosi balun seluk orasaun nian. Nune’e konstrusaun sira-ne’e fó-haree semellansa boot ho konstrusaun ‘haketak’ (cleft construction). Klítiku =haka marka kontradisaun ka presupostu. Na’a-muni fó-hatene akontesimentu ka sena nia hahú foun. Klítiku =oo ‘mós’ uza nu’udár konjusaun konsesiva nomós mosu iha kazu barabarak –barakliu hodi pár – ne’ebé la bele tradús di’adi’ak. Nune’e bele propoin katak iha uzu estrutura informasaun nian karik ne’e bé presiza peskiza tán.


Iha organisasaun testuál nia nivel aas liu ita bele haree katak barakliu narativa sira hahú hodi períodu ne’ebé fó-hatene kontiudu testu nian. Períodu sira-ne’e barabarak iha liafuan-ukun particular. Testu hotu ormalmente ho períodu maktaka ne’ebé fó-hatene katak matetek ramata tiha ona. Narativa-Makalero nia karakterístika espesiál mak uzu ‘ligasaun ulun-ikun’ (headtail linkage). Karakterístika espesiál diskursu rituál nian, paralelismu leksikál, mosu tiha ona iha espresaun loroloron ida-idak.

Apéndise sira kontein ezemplu testu nian ida-idak ho glosa no tradusaun nomós lista liafuan nian








Thursday, June 02, 2011

Documentário sobre a vida selvagem em Timor-Leste


Recentemente, tive acesso através do facebook de um mini documentário a respeito da vida selvagem de Timor-Leste. O documentário possui cerca de 07:00 min. de duração, mas traz valiosas informações sobre fauna e flora leste-timorenses, assim como imagens belíssimas da paisagem desta ilha, juntamente com curiosidades sobre animais raros, como os marsupiais e macacos nativos, e em vias de extinção, como uma espécie de cacatua, a cacatua-de-crista-amarela.

O vídeo, intitulado Wild Timor, que está logo abaixo, pode ser visto também no vimeo (local que está hospedado) no link: http://vimeo.com/22405556 
e foi produzido por Luis Gaspar e José T. Vasconcelos. 

Deixo aqui registrado meus agradecimentos aos produtores pela nobre iniciativa, que eles possam fazer outros vídeos como este no futuro. E que outras pessoas se interessem e façam outros documentários, seguindo esta iniciativa.

Aconselho a todos os meus leitores que assistam a este documentário!!! É muito bom mesmo!!! Vale a pena...


Wild Timor from Miguel Gaspar on Vimeo.

Tuesday, May 31, 2011

A importância das variedades asiáticas da língua portuguesa para Timor-Leste


O estudo da variedade do português falado em Timor Leste, ou apenas Português de Timor Leste (doravante PTL), recentemente vem ganhado terreno nos estudos linguísticos. Há uma série de artigos de Maria J. A. de Carvalho, entre eles Carvalho (2001, 2002-2003), somente para citar alguns. O autor deste blog também está pesquisando essa variedade da língua portuguesa, como está escrito nos posts O Português de Timor Leste: Contribuições para o estudo de uma variedade emergente
e Peculiaridades prosódicas do Português falado em Timor Leste

A pesquisa, ainda em andamento, sobre o PTL revela que esta variedade do português sofreu influências de muitas variedades da língua portuguesa na Ásia, principalmente das variedades crioulas de Malaca e Macau. Sobre o Crioulo Português de Macau, há um artigo de Baxter (2009), e sobre o Crioulo Português de Malaca, há a gramática do mesmo autor (Baxter, 1988). Porém o escasso material sobre outras variedades asiáticas da língua portuguesa, como foi apresentado no post anterior sobre o português na Indonésia

Nos níveis de análise linguística, as influências no PTL aparecem claras no léxico e na sintaxe. No léxico há lexemas de origem chinesa e malaia, que provavelmente foram inseridas via crioulos asiáticos. Na sintaxe, há cópias de construções sintáticas e calques linguísticos semelhantes aos crioulos e às línguas nativas leste-timorenses também.

As influências da Indonésia e da Índia ainda estão a serem pesquisadas. Quem sabe futuras pesquisas podem revelar mais sobre o contato de povos leste-timorenses com outros e suas repercussões linguísticas... 

Referências:
BAXTER, Alan. N. A grammar of Kristang (Malacca Creole Portuguese). Canberra: Pacific Linguistics, 1988.
_____. O português em Macau: contato e assimilação. In Ana Maria Carvalho (ed.), Português em Contato, p. 277-312. Madrid/Frankfurt: Iberoamericana/Editorial Vervuert, 2009
CARVALHO, Maria José. Timor Lorosa’e, características das línguas crioulas e do português conservado na zona – contribuição para a língua oficial. Studies of Language and Cultures of East Timor, v.4, p.20-36, 2001.
_____. Aspectos lexicais do português usado em Timor Leste. Studies of Language and Cultures of East Timor v.5, p. 25-40, 2002/2003.    

Monday, May 30, 2011

Língua Portuguesa em Flores - Indonésia. Especialmente região de Larantuka e Maumere

No post anterior, A Língua Portuguesa na Indonésia
prometi reproduzir o texto de autoria dos padres Gregorius Olapito Wuwur e Paulus Tolang sobre a situação da língua portuguesa na ilha de Flores. Este texto, publicado em  Boletim de Estudos Crioulos. Suplemento de Papia, n°1, 1994, Brasilia, está disponível no endereço eletrônico:

Ainda, o site nos oferece a informação: 

"O padre Gregorius Olapito Wuwur SVD (Góris), natural dos arredores de Larantuka, deu algumas informações sobre os resquícios de português ainda encontráveis na ilha de Flores, sobretudo em Larantuka e Maumere (Sikka). Trata-se basicamente de reminiscências lexicais, muitas delas relacionadas com o catolicismo. A língua de Gregorius é o lamahólot, e é nela que são usados esses itens lexicais. O padre Paulus Tolang também ajudou com seu depoimento. Ele é da ilha de Alor onde, segundo seu depoimento, se falam 54 línguas. A sua língua materna é o snáing".

Segue o texto integral Resquicios de Portugues na ilha de Flores (Indonesia) de Pe. Gregorius Olapito Wuwur e Pe. Paulus Tolang:


1. Introdução 
No ano de 1512 os portugueses chegaram à Indonésia e começaram a colonização. Mas a colonização dos portugueses na Indonésia durou pouco tempo porque os holandeses os expulsaram. Os portugueses chegaram na Indonésia por Jakarta - Makasar - Ternate e Tidore (nas Molucas). Depois disso, eles foram para a região de Flores (Solor, Larantuka e Maumere) e Timor. Eles ficaram nesta região muito tempo, mas depois o rei Hassan Hudin com os muçulmanos, de Makasar, os expulsaram, e eles foram para Oecusse (Timor). De Oecusse eles foram para Dili (Timor Leste). Por isso, até hoje existem algumas palavras portuguesas ainda em uso na região. 

2. Palavras portuguesas na língua indonésia 
Só umas poucas palavras entraram na língua indonésia. Por exemplo: 
bangku 'banco' 
bibliotek 'biblioteca' 
gereja 'igreja' 
jendela 'janela' 
kapela 'capela' 
katedral 'catedral' 
meja 'mesa' 
minggu 'domingo' 
paroki 'paróquia' 
pasear 'passear' 

3. Expressões portuguesas usadas na região de Larantuka e Maumere (em lamahólot e snáing): 
a. Dias da semana (usados até hoje): 
Segunda-fera, tersa-fera, kwarta-fera, kinta-fera, sesta-fera, sábadu, domingo. 

b. Nomes próprios: 
Da Silfa, Da Gomes, Joanes Ribéra, Pârera, Da Cuña, Da Lopez, Carvalo, De Rosari, De Ornai, Rita. 

c. Relação familiar: 
Tio/tia, cuñadu/cuñada, pa (pai), ma (mãe), nina (menina), siñu Da Gomes (senhorzinho Gomes, no sentido de pequeno ou de carinho), nina Da Gomes (senhorita Gomes, no mesmo sentido).

d. Catolicismo: 
Prosesi (procissão), Reña Rosari (santa padroeira de Larantuka), Tuang Mâ (Nossa Senhora), Tuang Deo (Deus), San Domingu, San Juan, konféria (confraria), gereja (igreja), katedral, kapela, paroki, cruz, promesa, kristang (cristão), missa, paji (padre), tuang paji (teu padre, senhor padre).

e. Termos do dia-a-dia: 
pasear, jandela, meja, bangku, kadéra, garfu, sâpátu, almari (armário), sem (sem), nyora (senhora), statua (estátua), berok (barco), minyoka (minhoca), redaku, sândál (sandália), ose (você), senyor (senhor: para pessoas que têm autoridade ou para os mais velhos), espada, kamija (camisa), mamonti (prato cheio, como um "monte"), tésta. 

Em Timor Leste, muitas pessoas usam a língua portuguesa na conversação do dia-a-dia. Aproximadamente 50% das palavras são portuguesas, mas misturadas com palavras do tetum (língua da região). Mas, na ilha de Flores, só na região de Larantuka e Maumere ainda se usam palavras portuguesas. Especificamente em Larantuka, o grupo da Konféria sempre usa a língua portuguesa nas orações e no seu boletim. 

N. da R: 
Para mais informações sobre a região, ver: 
a) GUISAN, Pierre (1992). Línguas em contato no sudeste asiático: o caso do kristang. Diss. mestrado, UFRJ, p. 23-28. 
b) BAXTER, Alan (1990). Notes on the creole Portuguese of Bidau, East Timor. Journal of Pidgin and Creole Languages 5,1.1-38.

P.S.
Recomendo também a leitura de uma postagem mais recente sobre os crioulos portugueses de Batávia e Tugu, Indonésia, que pode ser acessada no link: http://easttimorlinguistics.blogspot.com.br/2013/04/os-crioulos-portugueses-de-batavia-e.html.

A Língua Portuguesa na Indonésia

Um tópico interessantíssimo de pesquisa é a situação sociolinguística atual da língua portuguesa na Indonésia, assim como os aspectos da sociohistória das diferentes variedades desta língua no país. Porém, eu percebo que esses temas não vêm despertando interesses nos pesquisadores, acadêmicos e nem em linguistas. 

Há duas variedades importantes que já foram contempladas em estudos linguísticos, são elas: o português de Tugu e da Ilha  de Flores. A variedade crioula falada em Tugu foi analisada em um estudo clássico de Hugo Schuchardt de 1890, intitulado Uber das Malaioportugiesische von Batavia and Tugu. Kreolische Studien IX. In: Sitzungsberichte d. Wien. Ak. 122, IX, 1-256. Esta monografia original, que estou traduzindo atualmente, pode ser baixada no link que segue:
http://ia600101.us.archive.org/1/items/rosettaproject_mcm_multiple-1/232.pdf.
Já sobre o português da ilha de Flores pouco foi feito. Há um uma breve comunicação disponível no seguinte endereço: http://vsites.unb.br/il/liv/crioul/bec1.htm. Trata-se de uma pequena análise feita por dois falantes nativos da ilha. O próximo post tratá esse texto na íntegra para os leitores do blog.

Somados a esses, há um livro chamado Portuguese Eurasian communities in Southeast Asia, de autoria de Ronald Daus, publicado no ano de 1989 pelo Institute of Southeast Asian, em Singapura. Neste livro há dois capítulos que contemplam cada uma das situações sociohistóricas do português em Tugu e em Flores, são eles: Tugu: from Being an "Asian" to Becoming an "European" e Larantuka: "Portuguese" Power without Portugal.

Ainda, não conheço estudo algum que tenha sido conduzido na parte oeste da ilha de Timor, pertencente a Indonésia, para verificar se o português está sendo falado lá e se há alguma influência da língua portuguesa , falada em Timor-Leste, nas cidades vizinhas, principalmente Atambua e Kupang. Em viagem para essas duas localidades no ano de 2009, eu verifiquei somente que foi possível encontrar alguns falantes de português nas duas cidades indonésias, porém estes falantes eram cidadãos leste-timorenses que trabalhavam lá. Assim como esta minha observação foi um tanto impressionista durante uma simples viagem, pois não conduzi nenhuma pesquisa quantitativa ou qualitativa a respeito.

Finalizo este post com o simples pedido de que os leitores contribuam com comentários a respeito de bibliografias, pesquisas em andamento ou informações adicionais a respeito do status da língua portuguesa na Indonésia.


P.S.
Recomendo também a leitura de uma postagem mais recente sobre os crioulos portugueses de Batávia e Tugu, Indonésia, que pode ser acessada no link: http://easttimorlinguistics.blogspot.com.br/2013/04/os-crioulos-portugueses-de-batavia-e.html.


Monday, April 04, 2011

Formação de professores em Timor Leste

A formação de professores leste-timorenses em Timor Leste, ou fora de Timor também, tem sido objeto de interesse recentemente. Como eu, Davi Borges de Albuquerque, autor deste blog, possuo a experiência de ter lecionado a disciplina de Português Instrumental na Capacitação de Professores de Timor-Leste, em Maliana (distrito de Bobonaro), Fatumaca (distrito de Baucau) e Dili, no ano de 2008, resolvi elaborar este "pequeno post" com alguns comentários e umas referências dedicadas ao assunto e disponíveis na internet. Enfatizo "pequeno post", pois este é um objeto de estudado ainda a ser investigado e que possui muito a ser dito, o que os comentários aqui farão somente uma alusão de maneira breve, estando muito aquém de esgotar o assunto, que necessita de uma atenção especial. 

Atualmente, as principais instituições de formação e capacitação de professores leste-timorenses são os governos brasileiro e português, que enviam seus respectivos professores. O objetivo primeiro é oferecer um conjunto de saberes teóricos e práticos de natureza emergencial aos professores leste-timorenses em exercício de sua profissão, mas que possuíram, ou possuem, alguma dificuldade em sua formação universitária ou na prática de sala de aula. O conjunto de saberes é emergencial pelo fato dos professores leste-timorenses já estarem em prática de sala de aula, portanto os cursos oferecidos devem ser rápidos e voltados às necessidades desses profissionais, e também é emergencial pelo grande número de professores leste-timorenses não serem graduados, ou serem apenas graduandos, ou, ainda, terem se graduados em licenciaturas de natureza duvidosa, em sua maioria na Indonésia, que não os forneceram condições básicas à prática docente.       

A primeira dissertação que merece destaque tanto pelo seu pioneirismo, foi apresentada à Faculdade de Educação (FE) da Universidade de Brasília (UnB) no ano de 2006, como por sua metodologia de pesquisa, elaborou um questionário, aplicou-o a 215 professores de quatro distritos diferentes (Manatuto, Viqueque, Dili e Liquiçá) e comparou os resultados dos professores que fizeram o curso de formação de professores com os professores que nao o fizeram. A dissertação elaborada por Agostinho Almeida Fernandes intitula-se Estudo comoparativo entre os professores que fizeram e que não fizeram curso de formação docente na República Democrática de Timor-Leste e destaca-se também por apresentar uma discussão sobre o referencial teórico a respeito de formação de professores e sobre a pesquisa, coleta e análise de dados quantitativos. O link é http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=820.

Outra dissertação, esta apresentada ao Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Brasília (UnB), intitulada Cooperação bilateral Brasil-Timor-Leste na profissionalização docente em serviço: perspectivas e desafios do século XXI, por Maria Manuela Gusmão, em 2010, analisa o sistema educacional e a formação de professores em Timor Leste através da história do país. Iniciando no período colonial português, depois pela dominação indonésia, até os dias atuais com a independência, a atuação da ONU, de diversas ONGs e dos governos brasileiro e português. O link para o download é http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=6866.

Especificamente sobre a formação de professores leste-timorenses de matemática há alguns trabalhos, desenvolvidos na Universidade Federal de Goiás (UFG). Há uma dissertação intitulada Um estudo comparativo da formação de professores de matemática no Timor-Leste e no Brasil: uma proposta de qualificação para os professores em exercício, no ensino médio do Timor-Leste, de Luno Verdial do Rosário, do ano de 2010, porém não tive acesso a ela, encontrei somente o resumo e os dados, disponíveis em http://www.proad.ufg.br/uploads/files/96/Resumo027.pdf.

Mais uma dissertação, esta intitulada A formação de professores de matemática no Timor-Leste à luz da etnomatemática, de Joaquim do Carmo Belo, também de 2010, oferece um excelente panorama histórico da educação em Timor Leste, especificamente da formação de professores, juntamente com valiosas informações etnográficas. Porém, deixa um pouco a desejar em relação a etnomatemática leste-timorense, pois na realidade aborda este assunto, que faz parte do próprio título, de maneira superficial. Pode ser acessada em http://www.sistemasconsultoria.com.br/mecm/Diss_JoaquimdoCarmoBelo.pdf  

Há tambem um artigo intituldo A Aprendizagem de Frações e a Formação de Professores de Matemática no Timor-Leste, de Gaspar Varela e Rogério Ferreira, disponível em http://ebrapem.mat.br/inscricoes/trabalhos/GT01_Varela_TA.pdf. Neste artigo, os autores analisam o processo de formação de professores de matemática em Timor Leste através de um estudo de caso, ou seja, analisam a formação do professor através do processo de ensino-aprendizagem de frações, as dificuldades que surgem aos alunos neste processo e como o professor está preparado para solucionar estes problemas em sala de aula.

Ainda, há outros artigos pequenos que tocam em um ou outro ponto importante sobre este tema abordado aqui no post, porém pouco têm a acrescentar à teoria ou no auxílio à prática docente, por isso não foram mencionados aqui. Caso algum pesquisador acha que alguma injustiça foi feita e deseja acrescentar seu trabalho, fico feliz em receber seus comentários e contribuições, que serão acrescentadas ao blog.