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Tuesday, April 23, 2024

A língua Portuguesa falada em Timor-Leste: Um estudo ecolinguístico (Graz, PCL Press, 2024)

Acabou de ser lançado pela PCL Press o livro: A língua Portuguesa falada em Timor-Leste: Um estudo ecolinguístico, que foi baseado em minha tese de doutorado na Universidade de Brasília (UnB).

O livro pode ser acessado, baixado e lido em:  https://pcl-press.org/publications/a-lingua-portuguesa-falada-em-timor-leste-um-estudo-ecolinguistico/

Segue o abstract:

*  *  *

Based on my doctoral thesis at the University of Brasília (UnB), the book A língua Portuguesa falada em Timor-Leste: Um estudo ecolinguístico was recently issued by PCL Press.

Visit this link to access, download, and read the book: https://pcl-press.org/publications/a-lingua-portuguesa-falada-em-timor-leste-um-estudo-ecolinguistico/

Here is the abstract:

Portuguese is the official language of the Democratic Republic of East Timor, alongside Tetun Prasa (an Austronesian language and local lingua franca). In this work, I carry out a study of the Portuguese spoken in East Timor in order to verify whether it is possible to recognize a variety of Portuguese in formation. Other objectives include its documentation and description of its most notable linguistic aspects, as well as to develop actions to value it inside and outside East Timorese society in latter moments of the investigation. In order to achieve the objectives, I use Ecolinguistic theory and its different methods of analysis, which cover linguistic and extralinguistic topics, so that it is possible to describe accurately the Portuguese language in Timor, approaching several aspects of the researched object. It is emphasized here that a position of preserving the (possible) variety of the Portuguese language spoken in East Timor is also an ecological stance since it is aiming to maintain the linguistic diversity of the Portuguese language in the world.



Wednesday, February 10, 2021

A linguística ecossistêmica e a literatura em Timor-Leste

Em 2019, publiquei um artigo na Ecolinguística: Revista brasileira de ecologia e linguagem (ECO-REBEL), intitulado A linguística ecossistêmica e os estudos literários: algumas aproximações com base na literatura oral em Timor-Leste, que pode ser acessado aqui. 

Neste artigo, retomei a discussão que havia feito em Língua e meio ambiente na literatura em língua oral em língua Tetun, Timor Leste, cuja postagem pode ser lida aqui, bem como o artigo encontrado no mesmo link.

Segue o resumo:


O presente artigo faz uma abordagem ecolinguística, com ênfase na Linguística Ecossistêmica, da literatura oral em língua tetun, falada em diferentes regiões de Timor-Leste. Procuramos apresentar algumas relações entre língua e meio ambiente encontradas em diferentes gêneros textuais da literatura oral em língua tetun. Para tanto, discutiremos alguns aspectos teóricos da Linguística Ecossistêmica, em (1); descreveremos o Ecossistema Linguístico de Timor-Leste, em (2); apresentaremos os gêneros da literatura em língua tetun, em (3); em seguida, em (4), elaboraremos nossa análise ecolinguística da literatura tetunófona.


Tuesday, April 04, 2017

A ecolinguística e a dinâmica das línguas em Timor-Leste

Neste ano, a Ecolinguística comemora dez anos no Brasil com a publicação do livro de Hildo H. Couto, intitulado Ecolinguística. Estudo das relações entre língua e meio ambiente. Brasília: Ed. Thesaurus, 2007.

Para não deixar a data passar em branco, foi realizado um congresso na Universidade Estadual de Goiás - UEG, Campus Anápolis, em que apresentei o trabalho homônimo ao título desta postagem: A ecolinguística e a dinâmica das línguas em Timor-Leste, retomando alguns resultados de minha tese de doutorado.

Segue o sítio do evento aqui e o caderno de resumos que pode ser baixado aqui.

Em breve, os trabalhos apresentados serão reunidos num volume e publicado em formato de livro, tornando-se mais uma material disponível aos interessados nos temas relacionados aos estudos ecolinguísticos. 

Abaixo se encontra o resumo de meu trabalho:

Resumo:

Timor-Leste é uma ilha no Sudeste Asiático que possui o português e o Tetun como línguas oficias e o inglês e o indonésio como línguas de trabalho. Há também aproximadamente 16 línguas nativas, que pertencem a diferentes grupos linguísticos. A ecolinguística, especificamente a linguística ecossistêmica, ao trabalhar com os vários ecossistemas da língua (natural, mental e social) fornece um arcabouço teóricometodológico para se estudar o cenário linguístico de Timor-Leste, bem como outros similares. Assim, a linguística ecossistêmica fornece subsídios para a análise das línguas leste-timorenses e das línguas transplantadas para lá (as línguas estrangeiras), suas estruturas, contatos, mudanças linguísticas, interações comunicativas e como tudo isso as transformou, da mesma maneira que modificou seus falantes e o meio ambiente que os circunda, ocorrendo uma relação de interferência mútua. O presente trabalho tem como objetivo apresentar a dinâmica dessas relações, enfatizando a interação comunicativa, à luz da teoria da linguística ecossistêmica. 

Palavras-chave: 

Ecolinguística. Ecossistema da língua. Cenário linguístico. Timor-Leste. 

Sunday, April 24, 2016

Um estudo da ecologia do contato de línguas em Timor-Leste

No número de estreia de uma nova revista na área de Linguística, especificamente na área de Ecolinguística, sediada na UnB (Universidade de Brasília), mas em parceria com a UFG (Universidade Federal de Goiás), tive a felicidade de ter um artigo meu publicado nela.

O artigo, intitulado Um estudo da ecologia do contato de línguas em Timor-Leste, está no primeiro número da REVEL - Ecolinguística: Revista Brasileira de Ecologia e Linguagem. A revista pode ser acessada neste link e o artigo de minha autoria pode ser lido aqui.

Este artigo é fruto de um estudo que eu venho desenvolvendo nos últimos dois anos sobre a relação da Ecolinguística com o Contato de Línguas, e eu acabei por usar as línguas de Timor-Leste como estudo de caso e para verificar a validade da teoria.

Segue o resumo:

O presente artigo tem como objetivo apontar os aspectos teóricos da ecologia do contato de línguas e povos, bem como aplicar tal teoria em um estudo de caso específico, que é analisar a ecologia do contato de línguas/dialetos e indivíduos/povos em Timor-Leste. Assim, este trabalho está dividido da seguinte maneira: após a introdução, será realizada uma revisão bibliográfica, em (2); em (3), serão apresentadas algumas características básicas do ecossistema linguístico local de Timor-Leste; em seguida, em (4), serão discutidas as situações de contato e alguns fatores que influenciam na ecologia do contato; em (5), serão analisados os resultados do contato de línguas e povos em Timor; finalmente, em (6), serão apresentadas as considerações finais.    

Monday, September 08, 2014

Abordagem ecolinguística do português falado em TL

Defendi minha tese de doutorado neste ano, em 2014, no Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGL) da Universidade de Brasília (UnB), e ela foi devidamente aprovada e recomendada para ser publicada em formato de livro, o que já está em andamento.

A tese se chama A língua portuguesa em Timor-Leste: uma abordagem ecolinguística e analisou, conforme o próprio título, o português falado em Timor-Leste de acordo com a teoria ecolinguística. Na tese, são abordados temas da história da língua, da sociolinguística, etnografia da comunicação, descrição do português falado em Timor-Leste, aquisição de língua, bi- e multilinguismo e contato de línguas em Timor-Leste.

Seguem o resumo e as palavras-chave:

A língua portuguesa é a língua oficial da República Democrática de Timor-Leste, juntamente com a língua Tetun, desde sua constituição de 2002. Porém, a influência lusófona na ilha de Timor data do ano de 1515, período em que os colonizadores portugueses chegaram pela primeira vez na ilha. Atualmente, sendo falada por cerca de 5% da população, aproximadamente 50.000 pessoas, a língua portuguesa é ensinada em todos os níveis da educação formal leste-timorense, mas se encontra ameaçada por questões de natureza política, econômica e ideológica. A presente tese pretende realizar um estudo da variedade do português falado em Timor-Leste (doravante PTL) para poder preservá-la, valorizá-la e descrever seus aspectos linguísticos mais notórios. Para tanto, será feito uso da teoria ecolinguística e seus diferentes métodos de análise, que contemplam diversas subáreas linguísticas e extralinguísticas, para que seja possível descrever o fenômeno da presença da língua portuguesa em Timor de maneira mais acurada, contemplando diferentes aspectos do objeto pesquisado. Lembrando que o fato de preservar a variedade da língua portuguesa falada em Timor-Leste trata-se também de uma postura ecológica, visando a manutenção da diversidade linguística do português no mundo. Assim, após a introdução, será feita uma revisão bibliográfica crítica da ecolinguística, no capítulo 1. Os estudos sobre a língua portuguesa em Timor-Leste serão discutidos no capítulo 2. No capítulo 3, serão discutidos aspectos da metodologia ecolinguística. No capítulo 4, será descrito o ecossistema linguístico local de Timor-Leste antes e depois do impacto da colonização europeia, seguido pela análise de quais impactos foram esses. Após este capítulo, será feita a descrição do PTL, no capítulo 5. No capítulo seguinte, o capítulo 6, será analisada a ecologia da aquisição linguística e sua relação com o contexto em que ocorre a aquisição do português em Timor-Leste. O contato de línguas é um fator importante para se entender a situação linguística atual de Timor-Leste, assim no capítulo 7 será estudada a ecologia do contato de línguas no país. Após este capítulo serão feitas as considerações finais da presente tese, enfatizando os resultados encontrados, principalmente o fato da existência de uma variedade da língua portuguesa falada em Timor-Leste, chamada de PTL, e da ecologia da língua portuguesa no ecossistema desse país.

Palavras-chave: Língua portuguesa; ecolinguística; Timor-Leste.

Saturday, May 10, 2014

O ecossistema linguístico local de Timor-Leste

Ocorreu nesta última sexta-feira (09/05/2014), o Seminário de Pesquisa do PPGL (Programa de Pós-Graduação em Linguística) da UnB (Universidade de Brasília) que está em extinção, pois está seus últimos eventos neste semestre, por isso divulgo somente minha participação com um tema sobre Timor-Leste. Há uma apresentação minha anterior neste seminário, que pode ser lida aqui.

O seminário foi intitulado O ecossistema linguístico local de Timor-Leste e baseou-se no capítulo 4 homônimo de minha tese de doutorado, A língua portuguesa em Timor-Leste: uma abordagem ecolinguística (para maiores informações, leia aqui), que está terminada, aguardando somente a marcação da data de defesa.

O arquivo da apresentação do seminário pode ser encontrado aqui, assim como aos interessados em saber um pouco mais de ecolinguística recomendo a leitura do blogue Meio Ambiente e Linguagem, que pode ser acessado aqui, e também de verificar as postagens anteriores deste blogue com a marcação/tag Ecolinguística. 


Os arredores de montanhosos da capital, Dili. Foto: Rui Correia.


Segue abaixo um resumo da apresentação:


A proposta ecolinguística utilizada aqui é de Couto (2007), que tem como base a Ecologia Fundamental da Língua (EFL), ou Ecossistema Fundamental da Língua. O Ecossistema Fundamental da Língua (EFL) equivale ao conceito da comunidade falante da língua e é onde ocorrem as interações comunicativas. A EFL é formada pela Linguagem (L), pelo Povo (P) falante da L e o território (T) onde o P reside e fala a L. A tríade P-L-T é análoga ao signo semiótico de Peirce e é melhor representada graficamente de maneira triangular. 

P
/     \
L ----- T

Pode-se observar também que na posição do ápice do triângulo está localizado o P, indicando que a relação entre L e T é mediada por ele. Digno de nota é que representações semelhantes já se encontravam em trabalhos anteriores, como Trampe (1990) e Door e Bang (2001), conforme afirma Couto (2007, p.91). O EFL possui três ecossistemas dentro dele, dependendo de como são encarados os elementos P, L e T. Segundo Couto (2013b, p. 299), esses ecossistemas são: o ecossistema natural da língua (1), o ecossistema mental da língua (2) e o ecossistema social da língua (3), que são representados da mesma maneira triangular acima.
O ecossistema natural da língua (1) consiste em um povo (P1), que habita em seu território (T1) e se comunica por meio da língua (L1) da comunidade. Porém, no ecossistema natural da língua P1 é visto como seres físicos e T1 é encarado fisicamente, assim a L1 é uma realidade concreta que se relaciona com os demais elementos do ecossistema. Esta é uma visão mais biológica da língua e do ecossistema. Em (2), há o ecossistema mental da língua em que a língua é vista como um fenômeno mental (L2), sendo P2 a parte da mente do indivíduo que processa a língua e (T2) é o cérebro, sendo encarado como entidade concreta. O ecossistema social da língua, representado em (3), trata-se da língua (L3), sendo encarada como fenômeno social e P3 é a comunidade que fala a L3, enquanto o T3 é a sociedade (COUTO 2013b, p. 299).  
Desta maneira, o ecossistema linguístico engloba os três ecossistemas mencionados anteriormente e, de acordo com Couto (2013b, p. 294), pode ser dividido em ecossistema linguístico geral e local. O primeiro, o ecossistema linguístico geral, equivale à comunidade de língua e ao domínio do sistema. O segundo, o ecossistema linguístico local, consiste na comunidade de fala, ou de interação, sendo, assim, o ecossistema onde ocorrem os atos de interação comunicativa (AIC), que serão explicados posteriormente. Neste capítulo, será analisado o ecossistema linguístico local de Timor-Leste, onde ocorrem os AICs em língua portuguesa.
Assim, na seção 1, serão expostas algumas informações básicas sobre os ecossistemas natural, mental e social da língua em Timor-Leste. Na seção 2, será oferecido um panorama histórico de Timor para em seguida, na seção 3, discorrer a respeito da língua portuguesa na ilha. Na seção 4, serão analisados os impactos da língua portuguesa e da presença do colonizador português, assim como na seção 5 as influências da inserção da tecnologia da escrita nas sociedades ágrafas leste-timorenses. Finalmente, na seção 6, serão oferecidas algumas palavras sobre o futuro do ecossistema linguístico local de Timor-Leste.  

Referências: 

BANG, Jørgen C.; DØØR, Jørgen. Language, Ecology and Society. A Dialectical Approach. Editado por Sune Vork Steffensen e Joshua Nash. Londres: Continuum, 2007.
COUTO, Hildo H. Ecolinguística. Estudo das relações entre língua e meio ambiente. Brasília: Thesaurus, 2007.
_____. O que vem a ser ecolinguística, afinal? Cadernos de Linguagem & Sociedade, v. 14, n. 1, p. 275-313, 2013.
TRAMPE, Wilhelm. Ökologische Linguistik. Grundlagen einer ökologischen Wissenschafts- und Sprachtheorie. Opladen: Westdeutscher Verlag, 1990.

Sunday, February 23, 2014

Publicação de Ecologia da mudança lexical no português de Timor-Leste

Em postagens anteriores, que podem ser lidas aqui e aqui, divulguei o simpósio que coordenei e apresentei comunicações, durante o IV SIMELP. Agora venho divulgar que a comunicação A ecologia da mudança lexical no português falado em Timor-Leste foi publicada nos anais do evento, e pode ser lida no link abaixo, onde também se encontram as demais comunicações do simpósio 10, intitulado Variedades estigmatizadas de português: uma visão Ecolinguística e sociolinguística (o link para leitura e acesso para todos os trabalhos do simpósio 10 é: http://www.simelp.letras.ufg.br/anais/simposio_10.pdf).

Segue o resumo:

Resumo: O presente trabalho analisará o processo de mudança lexical ocorrido na variedade da língua portuguesa falada em Timor-Leste. A análise seguirá a teoria ecolinguística da endoecologia, que estuda aspectos estruturais da língua, relacionando-os com o ecossistema, e da crítica ao sistema linguístico, que analisa a estrutura da língua como um objeto construído e/ou influenciado pelo meio ambiente e os diversos processos ecológicos. As metodologias utilizadas foram: pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo com os falantes. O objetivo principal deste trabalho é argumentar que as mudanças linguísticas ocorridas são marcas específicas da variedade do português estudada, o Português de Timor-Leste (PTL). 

Palavras-chave: Língua portuguesa; Timor-Leste; ecolinguística; léxico.


Thursday, July 18, 2013

Ecologia dos contatos linguísticos em Manbae

Recentemente, fizemos o lançamento da obra Da fonologia à ecolinguística: Ensaios em homenagem a Hildo Honório do Couto durante o IV SIMELP, já mencionado aqui em várias postagens anteriores (nos seguintes links: http://easttimorlinguistics.blogspot.com.br/2013/05/minhas-comunicacoes-para-o-iv-simelp.html, http://easttimorlinguistics.blogspot.com.br/2013/05/a-ecologia-da-mudanca-lexical-no.html, http://easttimorlinguistics.blogspot.com.br/2013/05/influencias-das-l1-nativas-no-ptl.html e http://easttimorlinguistics.blogspot.com.br/2013/07/anais-do-iii-simelp.html). A obra publicada pela editora Thesaurus, de Brasília, é uma homenagem ao Prof. Hildo H. do Couto, conforme o próprio título já antecipa, contando comigo como um dos organizadores e também com um capítulo meu que relaciona contato de línguas e ecolinguística em Timor-Leste 

A obra está em fase inicial de divulgação, assim em breve trarei maiores informações aqueles interessados. Meu capítulo é intitulado Ecologia dos contatos linguísticos em Manbae, Timor-Leste e a referência é a seguinte:

COUTO, Elza K. N.; ALBUQUERQUE, Davi B.; ARAUJO, Gilberto P. (orgs.). Da fonologia à ecolinguística. Ensaios em homenagem a Hildo Honório do Couto. Brasília: Thesaurus, 2013. p. 251-283.

Uma versão prévia do manuscrito está disponível para download em meu perfil do Academia.edu, no link a seguir: http://www.academia.edu/3580052/Ecologia_dos_contatos_linguisticos_em_Manbae_Timor-Leste. Vejam também meu perfil completo com minhas outras publicações em: http://universidadedebraslia.academia.edu/DaviAlbuquerque.

Caso estejam interessados na obra ou em algum outro conteúdo entrem em contato, ficarei muito feliz em tirar dúvidas e dialogar com os colegas e leitores do blogue.

  

Thursday, July 11, 2013

Ecolinguística - Um diálogo com Hildo Honório do Couto

Nesta postagem comentarei brevemente o livro lançado recentemente, neste ano de 2013, intitulado Ecolinguística - Um diálogo com Hildo Honório do Couto, pela Pontes Editores, de autoria de Elza K. N. N. do Couto. 

O livro, como já consta no próprio título, é organizado em um formato de diálogo, ou melhor entrevista, onde a autora faz uma série de perguntas ao entrevistado, que versam sobre os aspectos teóricos da ecolinguística, a história e o desenvolvimento desta disciplina, questões de metodologia, análise e aplicação da ecolinguística para os estudos da linguagem. 

Como os leitores podem perceber por minhas investigações e minhas publicações sigo esta teoria por considerá-la a que melhor abarca os fenômenos linguísticos em sua totalidade, ou seja, há relações com outras áreas do saber/disciplinas (o que a torna interdisciplinar e multidisciplinar), assim como o objeto estudado é encarado holisticamente e em suas inter-relações, sendo levados em consideração aspectos linguísticos e extra-linguísticos. 

Os ecolinguistas do Brasil são influenciados ou estão ligados de alguma maneira ao precursor dos estudos ecolinguísticos por aqui, que é o Prof. Hildo Honório do Couto, e são praticantes de uma corrente específica da ecolinguística, chamada linguística ecossistêmica. Esses autores acabam por formar a Escola Ecolinguística de Brasília. 

Finalmente, destaco aqui uma citação do livro onde meu trabalho é mencionado: "Um pouco mais tarde, mais precisamente no ano de 2010, entrou para o doutorado em linguística da UnB, Davi Borges de Albuquerque, que já vinha investigando a situação linguística de Timor-Leste." (Couto 2013: 77).

Em postagens futuras, falarei um pouco mais sobre o trabalho da Escola Ecolinguística de Brasília, da qual faço parte, já que minha investigação sobre Timor-Leste e sobre ecolinguística estão entrelaçadas. Assim, sinto que não posso mencionar somente uma (como venho fazendo com Timor-Leste), deixando a outra de lado (a ecolinguística), já que ao estudar uma (a linguística de Timor-Leste), faço uso da outra (a linguística ecossistêmica). 

Para aqueles que tiverem interesse segue o link da editora com informações sobre a obra e as formas para comprá-la: http://www.ponteseditores.com.br/verproduto.php?id=525.



Segue a descrição do livro (texto extraído do site da editora do link mencionado acima):

"Coleção Linguagem e Sociedade Vol 4. Num mundo crescentemente complexo, os indivíduos e as sociedades são chamados a reconhecer que as coisas e seus estados estão todos ligados entre si, tal como uma teia de aranha - a construção ou o corte de um filamento reflete-se em alterações no equilíbrio da teia no seu todo. Este desafio de olhar o real de forma tendencialmente holística, sem perder a especificidade e o rigor da especialização, coloca-se a várias ciências, nomeadamente à linguística, em larga medida porque nada do que existe é alheio ao discurso que o cria e/ou o integra no mundo simbólico do homem. É com este quadro conceptual que o presente livro surge, fruto do percurso que Hildo Honório do Couto tem construído, em seu labor de pesquisa e ensino, ao longo de vários anos. Um livro útil para linguistas e estudiosos da língua de todas as áreas que, partindo da Ecologia de modo radical e do conceito central dessa disciplina - que é o de ecossistema e tudo que lhe diz respeito - reflete sobre as relações entre os vários âmbitos de estudo dentro da linguística e entre esta e outras ciências conexas. Que enquadra esse 'novo ramo da linguística' designado 'ecolinguística', seus princípios fundamentais, objetivos, metodologias e instrumentos, limites e potencialidades. Trata-se ainda de um livro que apresenta a virtualidade de ser de leitura acessível, por adotar uma construção explicitamente dialógica, em formato de entrevista, dirigida por Elza Kioko N.N. do Couto, com três dezenas de perguntas e respostas, capazes de organizar o conhecimento e de oferecer à leitura uma visão esclarecida do pensamento de Hildo Couto sobre a ecolinguística."

Friday, June 28, 2013

Sistema linguístico e sistema ecológico na gramática Tetun

Minha comunicação apresentada no I EBE (Encontro Brasileiro de Ecolinguística), já comentados aqui anteriormente, tanto a comunicação (http://easttimorlinguistics.blogspot.com.br/2012/06/elementos-ecologicos-e-nao-ecologicos.html) como também o encontro (http://easttimorlinguistics.blogspot.com.br/2012/03/i-encontro-brasileiro-de-ecolinguistica.html), intitulada O sistema linguístico como sistema ecológico: um estudo da gramática Tetun foi publicada nos Cadernos de Linguagem & Sociedade.

A edição 14, número 1, deste ano de 2013 do CL & S traz a publicação dos trabalhos apresentados ao I EBE, conforme pode ser visto em seu sumário no link: http://seer.bce.unb.br/index.php/les/issue/current/showToc. Já o link para a leitura e download de meu artigo é o seguinte: https://www.academia.edu/3580034/O_sistema_linguistico_como_sistema_ecologico_um_estudo_da_gramatica_Tetun_Timor-Leste_.

Espero que apreciem esta mais nova publicação...


Saturday, May 11, 2013

A ecologia da mudança lexical no português falado em Timor-Leste

Resumo da comunicação homônima a ser apresentada no simpósio 10 do IV SIMELP:

RESUMO: A ilha de Timor está situada no sudeste asiático, perto da Austrália e das ilhas do Pacífico, possuindo fronteira física com a Indonésia. Apesar de a colonização portuguesa da ilha ter iniciado no século XVI, a presença efetiva do colonizador europeu ocorreu somente por volta do século XVIII, findando por volta do ano de 1975, quando a Indonésia invadiu e dominou a parte leste da ilha. No ano de 1999, o país reconquistou sua independência e, em 2002, a constituição da República Democrática de Timor-Leste elegeu como línguas oficiais o português e o Tétum-Praça (Tetun Prasa), ao lado do inglês e indonésio como línguas de trabalho. O presente trabalho analisará o processo de mudança lexical ocorrido na variedade da língua portuguesa falada na ilha de Timor-Leste. Serão descritos especificamente o desenvolvimento e a reestruturação lexicais, juntamente com a interface morfológica desses processos. A análise seguirá a teoria ecolinguística da endoecologia, que estuda aspectos estruturais da língua, relacionando-os com o ecossistema, e da crítica ao sistema linguístico, que analisa a estrutura da língua como um objeto construído e/ou influenciado pelo meio ambiente e os diversos processos ecológicos. As metodologias utilizadas foram: pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo com os falantes em Timor-Leste, onde foram coletados os diversos dados linguísticos. Ainda, fez-se uso da bibliografia ecolinguística como base teórica para as análises efetuadas. O objetivo principal deste trabalho é argumentar que as mudanças linguísticas ocorridas que ão marcas específicas da variedade do português estudada, enfatizando o léxico da língua e sua interface com a morfologia, foram processos ecológicos de adaptação do português e dos falantes a modificações no ecossistema linguístico. Para tanto, esta comunicação se encontra dividida da seguinte forma: após a introdução, será feito um breve histórico da língua portuguesa em Timor-Leste, apontando as mudanças que ocorreram no ecossistema da língua; posteriormente, será realizada a análise do léxico, observando certos campos semânticos, principalmente os que fazem referências a significados mais abstratos ou mais específicos, que sofreram maior modificação; finalmente, algumas considerações finais serão feitas, principalmente em relação aos processos de mudança linguística como adaptação ecológica que podem ser estendidos para o estudo da mudança linguística em demais contextos além do analisado, em Timor-Leste. 

PALAVRAS-CHAVE: Língua portuguesa; Timor-Leste; ecolinguística; léxico.

Minhas comunicações para o IV SIMELP

Em uma postagem anterior (http://easttimorlinguistics.blogspot.com.br/2012/10/iv-simelp-com-simposio-dedicado-ao.html), divulguei minha proposta de simpósio, em autoria com a colega Profa. Regina Pires de Brito. Este simpósio será dedicado à língua portuguesa em Timor-Leste, intitula-se O português em Timor-Leste e o português de Timor-Leste, e fará parte do próximo SIMELP. Lembrando que o IV SIMELP (Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa), com subtítulo de Língua Portuguesa: Ultrapassando fronteiras, unindo culturas, acontecerá entre os dias 02 e 05 de Julho de 2013, na UFG (Universidade Federal de Goiás). Mais informações podem ser acessadas em http://eventos.ufg.br/SIEC/portalproec/sites/gerar_site.php?ID_SITE=5921 (site antigo) ou em http://www.simelp.letras.ufg.br/ (site atualizado). 

Agora, nesta postagem, para dar continuidade a minha pesquisa, comentarei um pouco mais sobre as duas comunicações a respeito do Português de Timor-Leste (PTL) que apresentarei a este evento, sendo que a primeira, Influências das L1 Nativas no Português de Timor-Leste: Um Estudo dos Marcadores Verbais, fará parte do simpósio mencionado acima, que será o simpósio 16, enquanto haverá uma segunda comunicação de minha autoria, que também analisará o PTL, porém fará parte de outro simpósio, o simpósio 10 (Variedades estigmatizadas de português: uma visão Ecolinguística e sociolinguística), no qual o tema versará sobre uma análise ecolinguística do PTL e tem o seguinte título: A ecologia da mudança lexical no português falado em Timor-Leste.

Os resumos já estão disponíveis no caderno de resumos do evento, que podem ser baixados em http://www.simelp.letras.ufg.br/simposios/simposios_01_20.pdf, assim como os colocarei separadamente nas próximas duas postagens. 

Monday, June 04, 2012

Elementos ecológicos e não ecológicos na gramática Tetun

Já estão disponíveis, em http://www.ecolinguistica.com.br/, alguns resumos do I Encontro Brasileiro de Ecolinguística. Em breve, colocaremos todos resumos e a programação, com data, horários e locais do evento. 

O resumo de minha comunicação, intitulada O sistema linguístico como sistema ecológico: um estudo da gramática Tetun (Timor-Leste), já se encontra no link citado acima. Neste trabalho apontarei traços linguísticos ecológicos e não ecológicos presentes na gramática tetumófona, identificando também a origem dos elementos não ecológicos, e a gramática como um sistema de memória, com resquícios de estágios e elementos ecológicos anteriores, e de adaptação ao meio ambiente.

Segue o resumo:

"A presente comunicação tem o objetivo de apontar elementos ecológicos e não ecológicos no sistema linguístico, considerado aqui como a gramática, no Tetun Prasa. A língua Tetun, dividida em duas variedades principais, a saber: o Tetun Prasa e o Tetun Terik, é uma língua de origem austronésia, a variedade Tetun Prasa possui o status de língua franca, e é língua oficial da República Democrática de Timor-Leste, juntamente com a língua portuguesa. Na teoria ecolinguística vem se discutindo até que ponto o meio ambiente influencia na formação de certos elementos do sistema linguístico. Assim, neste trabalho, primeiramente, será analisada uma série de elementos do sistema linguístico do Tetun que são considerados não ecológicos, como: a separação agente-paciente; a categorização de processos naturais como processos ou coisas; os contrastes, geralmente expressos pela classe dos nomes; causalidade, que pressupõe superioridade; o surgimento de palavras e expressões temporais; o sistema tempo-aspecto-modo; os sistemas pronominais, principalmente pronomes pessoais e pronomes possessivos; separações léxico-semânticas entre processos [+ humano] e [+ animado] dos processos [- humano] e [- animado]. Posteriormente, serão descritos os processos de mudança linguística que desenvolveram os sistemas ecológicos e não ecológicos da língua, argumentando que o meio ambiente teve um fator central nesse desenvolvimento, considerado aqui como uma adaptação linguística às modificações ocorridas no ecossistema".


  

Wednesday, May 02, 2012

O Português de Timor-Leste - projeto de doutorado

Meu pré-projeto de doutorado (ou doutoramento) intitulado O português de Timor-Leste: uma abordagem ecolinguística foi aprovado, neste ano de 2012, no Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGL) da Universidade de Brasília (UnB).

Este projeto está programado para ser desenvolvido durante o período de 2012-2015 cujo produto final será a tese homônima, que apresentará uma análise ecolinguística da língua portuguesa em Timor-Leste. Esta análise já vem sido desenvolvida por mim desde o ano passado, conforme os leitores do blogue podem ler nos posts anteriores. A análise presente na tese, que já está na fase de elaboração dos capítulos iniciais, procurará ser exaustiva, descrevendo tanto a variedade da língua portuguesa falada em Timor-Leste, que chamo de Português de Timor-Leste (PTL), quanto a situação social, política e educacional da língua portuguesa em Timor-Leste. 

Ainda, no decorrer destes anos programados para a elaboração da pesquisa, publicarei em formato de artigos, capítulos de livro e comunicações os resultados preliminares das investigações feitas por mim. Segue, abaixo, o resumo provisório da tese (qualquer comentário, sugestões ou dúvidas dos interessados é só me contatar via e-mail): 

"A língua portuguesa é a língua oficial da República Democrática de Timor-Leste, juntamente com a língua Tétum, desde sua constituição de 2002. Porém, a influência lusófona na ilha de Timor data do ano de 1515, período em que os colonizadores portugueses chegaram pela primeira vez na ilha. Atualmente, sendo falada por cerca de 5% da população, aproximadamente 55.000 pessoas, a língua portuguesa é ensinada em todos os níveis da educação formal leste-timorense, mas se encontra ameaçada por questões de natureza política, econômica e ideológica. A presente tese pretende realizar um estudo da variedade do português falado em Timor-Leste (doravante PTL) para poder preservá-la, valorizá-la e descrever seus aspectos linguísticos mais notórios. Para tanto, será feito uso da teoria ecolinguística e seus diferentes métodos de análise, que contemplam diversas subáreas linguísticas e extralinguísticas, para que seja possível descrever o fenômeno da presença da língua portuguesa em Timor de maneira mais acurada. Assim, após a introdução, que se encontra no capítulo 1, serão discutidos aspectos da metodologia ecolinguística, no capítulo 2. No capítulo 3, será feita uma revisão bibliográfica crítica dos temas abordados nesta tese, a língua portuguesa em Timor-Leste e a ecolinguística, enfatizando a escassez de bibliografia sobre o PTL e as divergências teóricas na ecolinguística. No capítulo 4 será descrita a comunidade de fala leste-timorense antes e depois do impacto da colonização europeia, seguido pela análise de quais impactos foram esses, no capítulo 5, principalmente nas questões linguísticas. O PTL será descrito no capítulo 6, diferenciando-se as estruturas que surgiram pelo contato com as línguas nativas e do contato com crioulos portugueses asiáticos, assim como estruturas lusófonas que sofreram mudanças pelo isolamento em Timor-Leste. Finalmente, o capítulo 7 apresentará uma análise e proposta de tipos ecolinguísticos que buscarão delimitar as situações em que o PTL é usado, como é usado e por quais falantes leste-timorenses, sendo este capítulo seguido pelas conclusões desta tese, no capítulo 8."

  

Monday, March 12, 2012

I Encontro Brasileiro de Ecolinguística

No sítio divulgado anteriormente, sobre ecolinguística (http://www.ecolinguistica.com.br/), já está disponível a divulgação, a chamada de trabalhos e o link para inscrições no I Encontro Brasileiro de Ecolinguística, na Universidade de Brasília.

Segue a divulgação presente no sítio:

Temos o prazer de informar que, nos dias 6 a 7 de julho de 2012, terá lugar o I Encontro Brasileiro de Ecolinguística, na Universidade de Brasília. As contribuições podem ser nas áreas de Teoria Ecolinguística, Ecolinguística Crítica, Ecologia das Línguas, Ecologia do Contato de Línguas, Ecolinguística e Etnociências, Ecolinguística e Ensino de Línguas, a questão da metodologia na Ecolinguística, entre outros estudos de áreas conexas que contemplem a relação entre língua e meio ambiente.

Nosso sítio de ecolinguística

É com grande prazer que venho divulgar o sítio de ecolinguística que eu e o grande amigo Gilberto gerenciaremos de agora em diante, juntamente com uma equipe técnica de primeira que está nos apoiando. 

O endereço da página é http://www.ecolinguistica.com.br/ e também pode ser acessada em nossa barra de links à direita. 

O sítio como está apenas começando está fazendo apenas a divulgação do I Encontro Brasileiro de Ecolinguística que será realizado este ano em Brasília, na UnB, nos dia 6 e 7 de Julho.

Aguardo a visita de vocês, assim como suas sugestões...

Sunday, February 05, 2012

Meu cadastro no 'Language and Ecology'

O sítio http://www.ecoling.net/index.html, portal elaborado pelo Prof. Arran Stibbe, abriga uma série de informações sobre ecolinguística, entre elas: The Ecolinguistics List (lista onde os vários pesquisadores da ecolinguística podem propor divulgações e discussões), o periódico Language & Ecology (periódico on-line, desde de 2002, que conta com uma série de artigos sobre ecolinguística) e um repositório bibliográfico e dos pesquisadores da área.

Recentemente, o blogue East Timor Linguistics: state of the art foi divulgado lá, assim como minha pesquisa atual de ecolinguística de Timor-Leste, que pode ser visto em http://www.ecoling.net/research.html#anchor_165.

Ainda, fui aceito como membro do corpo editorial da revista Language & Ecology (http://www.ecoling.net/board.html), que pode ser acessada em http://www.ecoling.net/journal.html. Assim, convido os leitores deste blogue a submeterem artigos na área de ecolinguística ao periódico e estes trabalhos podem ser escritos em português.

Monday, July 04, 2011

Língua e meio ambiente na literatura em língua oral Tetun

No mais recente volume da revista Language & Ecology, períódico on-line da lista de ecolinguística The Ecolinguistics List http://www.ecoling.net/#/articles/4563035324, pode ser encontrado disponível para download um artigo meu sobre que analisa reflexos do meio ambiente na língua. 

O artigo intitulado Língua e meio ambiente na literatura em língua oral em língua Tetun, Timor Leste, analisa alguns aspectos de como as limitações do meio ambiente leste-timorense se manifestam linguisticamente. Para delimitar a realização de tal análise, enfoco somente as manifestações do meio ambiente presentes em exemplares da literatura oral tradicional de língua Tetun. 


"O presente artigo faz uma abordagem ecolinguística  da língua Tetun, falada em diferentes regiões de Timor Leste. Procuro apresentar algumas relações entre língua e meio ambiente encontradas em diferentes variedades da literatura oral em língua Tetun.  Para tanto, far-se-ão breves palavras a respeito da literatura oral leste-timorense, seguidas por uma análise ecolinguística do Tetun".


Friday, October 08, 2010

Elementos para o estudo da ecolinguística de Timor Leste

Na mais nova edição da revista Domínios de Lingu@agem, v. 7, 2010, está publicado um artigo de minha autoria intitulado Elementos para o estudo da ecolinguística de Timor Leste. Este artigo é apenas o resultado preliminar e inicial das pesquisas ecolinguísticas que comecei a realizar sobre Timor Leste.

Ele faz uma introdução sobre o conceito de ecolinguística que me baseio, assim como os princípios de análise que utilizo dessa aboradagem. Em seguida, o artigo discorre sobre a população (P), o território (T) e as línguas (L) de Timor Leste. Esses elementos população (P), o território (T) e a língua (L) são considerados por Couto (2007) como a Ecologia Fundamental da Língua. Depois, analiso brevemente o que já foi publicado sobre ecologia das línguas de Timor Leste. A conlusão do artigo deixa em aberto o espaço necessário para estudos específicos vindouros que esgotem as subáreas distintas da ecolinguística e também as pesquisas futuras que serão feitas.


Referência:

Couto, H. Ecolingüística: estudo das relações entre língua e meio ambiente. Brasília: Thesaurus, 2007.


Thursday, September 23, 2010

As línguas de Timor Leste: Perspectivas e Prospectivas


Recentemente, publiquei um artigo na revista Língua e Literatura da USP. O artigo intitulado As línguas de Timor Leste: Perspectivas e Prospectivas oferece ao leitor um panorama atualizado das línguas de Timor Leste, elaborado com base em diversas visitas pelos distritos leste-timorenses durante o período de  agosto de 2008 até maio de 2009. O único artigo que tenho conhecimento que oferece um breve panorama sobre as línguas de Timor Leste é de autoria de Hull (2002).

O artigo oferece também oferece, além das informações linguísticas sobre algumas línguas, números de falantes e considerações sobre a ecologia das línguas, alertando a respeito das línguas em riscos de extinção e da necessidade da formação da linguística leste-timorense.  

Segue o Abstract:

The present paper intends to present to the Brazilian reader an introduction to East Timor linguistics studies. In that case, it will be briefly discussed East Timor spoken languages with its genetic classification (sec. 2), followed by some historical information (sec.3). Finally, I argue that only a few researches on East Timor languages have been elaborate, and there are a lot of studies that should be conducted on different linguistics areas.


O artigo pode ser lido e baixado (em uma versão pré-final) pelo meu perfil no Academia.edu: https://www.academia.edu/2121388/As_linguas_de_Timor_Leste_perspectivas_e_prospectivas.

Referência:

Albuquerque, D. B. 2010. As línguas de Timor Leste: Perspectivas e Prospectivas. Língua e Literatura 27: 313-335.

Hull, G. 2002. The Languages of East Timor. Some basic facts. Disponível em: